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Escrito por Diego Rodrigues às 22h19
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Filmes vistos (e revistos) recentemente
Os revistos estão em itálico

BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS (ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND, 2004)
Dir.: Michel Gondry
Atriz favorita: Kate Winslet; Meu filme de sempre: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças;

Nota: 10
CASABLANCA (1942)
Dir.: Michael Curtiz
Um clássico, com certeza.

Nota: 10
CHINATOWN (1976)
Dir.: Roman Polanski
Roteiro brilhante e direção brilhante e atuações brilhantes, filme brilhante.

Nota: 10
O CÓDIGO DA VINCI (THE DA VINCI CODE, 2006)
Dir.: Ron Howard
Crítica já publicada.

Nota: 8
CONTATOS IMEDIATOS DE TERCEIRO GRAU (CLOSE ENCOUNTERS OF THE THIRD KIND, 1977)
Dir.: Steven Spielberg
Pasmen, o filme não recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme.

Nota: 9,5
O ENIGMA DA PIRÂMIDE (YOUNG SHERLOCK HOLMES, 1985)
Dir.: Barry Levingston
Um filme bem legal.

Nota: 8
O EXPRESSO DE MARRAKESH (HIDEOUS KINKY, 1998)
Dir.: Gillies MacKinnon
O roteiro é uma droga.

Nota: 5,5
O JARDINEIRO FIEL (THE CONSTANT GARDNER, 2005)
Dir.: Fernando Meirelles
Fernando Meirelles ainda vai ganhar uma estatueta dourada.

Nota: 9,5
A LULA E A BALEIA (THE SQUID AND THE WHALE, 2005)
Dir.: Noah Baumbach
Não fora bem concluído e é inevitável o gostinho de "quero mais".

Nota: 7
MEU AMOR DE VERÃO (MY SUMMER OF LOVE, 2005)
Dir.: Pawel Pawlikowski
Filho mais novo do excelente Almas Gêmeas. Se sai bem, aliás.

Nota: 8,5
MOULIN ROUGE: AMOR EM VERMELHO (MOULIN ROUGE, 2001)
Dir.: Buzz Luhrman
É difícil engolir a vitória de Uma Mente Brilhante sobre ele no Oscar.

Nota: 10
PLATAFORMA DO MEDO (CREEP, 2004)
Dir.: Christopher Smith
Desastroso, mas traz alguns elementos interessantes.

Nota: 4,5
V DE VINGANÇA (V FOR VENDETTA, 2006)
Dir.: James McTeigue
É tão bom assistir filmes como esse.

Nota: 9
X-MEN: O CONFRONTO FINAL (X-MEN: THE LAST STAND, 2006)
Dir.: Brett Ratner
Crítica já publicada.

Nota: 8
Sobre: BUENOS AIRES 100 KM (BUENOS AIRES 100 KILÓMETROS, 2004)
Dir.: Pablo José Meza
Muito bom. Traz algumas cenas pouco inspiradas, mas o elenco salva a maioria delas.

Nota: 8
Então é isso, daqui a 15 dias tem mais.

Escrito por Diego Rodrigues às 21h51
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X-Men: O Confronto Final (X-Men: The Last Stand, 2006)
Dirigido por Brett Ratner. Com: Hugh Jackman, Halle Berry, Ian McKellen, Kelsey Grammer, Patrick Stewart, Famke Jannsen, Anna Paquin, Shawn Ashmore, Ellen Page, Rebecca Romijn, Vinnie Jones, James Marsden, Aaron Stanford, Ben Foster, Dania Ramirez, Daniel Cudmore, Michael Murphy, Shohreh Aghdashloo, Cameron Bright, Kea Wong, Bill Duke, R. Lee Ermey, Anthony Heald, Josef Sommer.

Sempre que um filme muito elogiado – no caso do primeiro X-Men – uma continuação é sempre temida por todos, principalmente pelos críticos e fãs adoidados dos heróis. Mas e não é que o diretor Bryan Singer – responsável pelos dois primeiros filmes dos mutantes – conseguiu a façanha da continuação superar o segundo? Já estava tudo acertado, teríamos um terceiro, a segunda parte deixou bem claro isso. Já tinha tudo preparado, quando o diretor acabou deixando o projeto para se entregar a Superman – O Retorno – que promete – e no seu lugar fora contratado Brett Ratner. Daí vieram os protestos dos fãs, a discordância de alguns críticos e o medo invadiu a população. Ratner havia feito apenas um filme que merece grande destaque, que seria Dragão Vermelho, porém havia mostrado seu timing cômico em Hora do Rush – o que não seria muito útil em um filme de ação, de grande sucesso, seria?
Para o nosso alívio, Ratner conseguiu capturar um pouco da essência de Synger e fez um bom trabalho em X-Men: O Confronto Final. Apenas um bom trabalho. Dirigiu bem, faltou um pouco mais de emoção em algumas batalhas, como por exemplo, a de Pyro e Bobby, uma das lutas na qual eu esperava muito, eles ficaram se jogando os poderes que eles têm e deu, um dá a cabeça e encerra a luta. Fora que nem podemos ter a chance dever um diálogo construtivo entre ambos, os vemos e parece que eles sempre foram inimigos, quando na verdade eram bastante amigos, para quem lembra da segunda parte do X-Men, claro. Embora a guerra entre mutantes e humanos não decepciona muito. Também há algumas brigas durante o filme, mas quase sempre é Wolverine contra todo mundo e vencendo a maioria, a melhor luta que ele participa é com certeza a da briga com o mutante que lança espinhos nele.
É lamentável que o roteiro explore tão pouco elementos que seriam muito, mas muito interessantes. O Anjo, personagem de Ben Foster, é praticamente que mostrado por obrigação, parece que é só para entendermos a origem da cura. Mas, se o roteiro o explorasse sairia dali um mutante muito, mas muito interessante.A personagem de Halle Berry, Tempestade, tem um destaque maior do que os outros filmes, mas ainda assim ela merecia aparecer mais na tela. E o que falar da Vampira? O drama dela é esquecido por todo o filme – há apenas algumas cenas, diga-se de passagem, muito poucas. Só a vemos com ciúmes de Bobby e ela desaparece pois apareceu a cura dos mutantes, assunto deste terceiro filme, e ela quer ver se funciona pois não agüenta mais não tocar nas pessoas. Pronto, essa é a história dela. Uma boa história que faltou ser explorada pelo roteiro.
Porém, apesar de todas as falhas, X-Men: O Confronto Final merece todos os aplausos, afinal a dinâmica entre os demais personagens é excelente. Magneto é, de longe, o mais interessante desta terceira parte, ao lado de Jean Grey, que consegue criar uma vilã inesquecível da saga dos mutantes. Não podemos esquecer de Wolverine, com seu jeito solitário e ao todo estilo Sawyer, nem se preocupa muito com os outros. Também temos Ellen Page interpretando Kitty enquanto de resto, temos o sempre interessante Charles Xavier, papel de Patrick Stewart. Um dos mutantes que me chamou bastante a atenção fora o Fera, interpretado por Kelsey Grammer, foi uma boa surpresa. Faltou, claro, o Noturno, que era um dos meus favoritos na segunda parte. Seu sumiço foi uma idéia inexplicável, pois eu acho que ele faria muita coisa por aqui de útil – na verdade, acho que ele lutaria bem e só, mas é uma importância.
Bom mesmo foi perceber que a entrada de tantos mutantes – temos o Fanático, a Kitty, o Homem Múltiplo, o Fera, a Fênix – ou Jean Grey... – não atrapalhou em nada no roteiro, as falhas já foram ditas lá em cima e nada tem a ver com a entrada desses novos personagens, o que apenas enfatizou mais o filme. Além disso, todo o elenco conseguiu se empenhar e fazer o melhor em seus papéis, o que realmente já é um mérito da equipe. Fora a parte técnica, o som, a edição – que ás vezes, abrupta demais, normal em filmes como esse – e também os efeitos visuais, em perfeito estado. Não pode ser dito muito da trilha, que parece ter se perdido totalmente, nas cenas em que o Anjo aparecia, eles colocavam uma música que parecia aqueles seriados antigos, onde um super-herói “voava” por aí. Ou aquelas músicas de vídeo-game quando passamos de uma fase. Mas de resto, a técnica é ótima.
Sem trair a complexidade dos primeiros filmes dirigidos por Singer, O Confronto Final segue a mesma linha, claro, um pouco mais incompleto, porém há uma cena no final que pode abrir o caminho para um quarto. Na minha opinião, o filme foi encerrado grandiosamente, mas nas mãos do verdadeiro diretor, Bryan Singer, o final poderia ser mais aproveitável.
[8,0]
O Código da Vinci passou de 8,5 para 8 em minha cotação
Escrito por Diego Rodrigues às 21h41
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ESPECIAL LOST - PRIMEIRA TEMPORADA (PARTE 1/2)
CONTÉM SPOILER PARA QUEM NÃO VIU A PRIMEIRA TEMPORADA (e metade da segunda)

Lost é uma série que, além de ser original – não pelo seus flashbacks, já que dizem que a técnica já fora utilizada em outros seriados – traz enigmas e mistérios que somente o tempo poderá resolver. Algumas teorias, outras ali, mas nenhuma deve chegar perto do verdadeiro final – que se afasta cada vez mais, já que o sucesso é estrondoso. Nunca acompanhei um seriado de drama, já tinha visto alguns episódios de 24 Horas, uma série que eu acho clichê demais, e também acompanhava regularmente Friends, além de Os Simpsons. Uma certa época chamava-me a atenção Dawson Creek, mas acbei achando um melodrama atrás de melodrama e um “fica comigo?” que não dá pra agüentar, um “vai ou não vai” muito pior do que Malhação, atrevo-me a dizer. O fato é que Lost conseguiu a façanha de ser uma série decente, talvez a melhor dos últimos tempos e também me incentivou a assistir outras séries – Scrubs e My Name is Earl foram as melhores que eu venho assistindo. Nos episódios piloto, senti um certo receio ao ver aqueles personagens se encontrando e todo o mistério que os cercavam, pensei que não ia durar muito. Muitas pessoas iam ficar sem entender o por que de certas coisas, mas não, fez o sucesso – e acabou indo ao ar, para a a alegria geral. É só perceber que os dois episódios primeiros são perfeitos, mais que perfeitos. O roteiro, a direção, e principalmente as características dos personagens. Vejamos como Locke observa seu pé com estranheza quando cai do avião, ou quando mais tarde – ainda na primeira temporada – como Jin se recusa a ver o bebê de Claire chutando – descobrimos o por que de sua recusa no episódio 16 da segunda temporada, “The Whole Truth”. Ou quando percebemos o medo de Jack ao liderar os outros, ou o desespero quando falha com Boone, as indas e vindas de Kate, mostrando que já está acostumada a fugir de alguma coisa ou algo, ou o “entrosamento” de Charlie no grupo, sempre tentando fazer alguma coisa e não ser mais um inútil – enquanto Shannon tenta ser inútil ao extremo, até perceber que pode ter utilidade em coisas importantes. Todos os personagens, enfim, conquistaram o público. E o melhor era que o elenco não era todo americano – tínhamos o iraquiano Sayid, o inglês Charlie, a australiana Claire, os coreanos Jin e Sun ... A série Lost, além de um roteiro e direção perfeita, tinha também uma trilha sonora encantadora e o mais importante em uma série, prendia o espectador a cada episódio e todo ele tinha uma importância com o que ia vim mais tarde. Perguntas atrás de perguntas, respostas mais tarde, Lost já era a franquia número 1 do público. Qual o meu personagem favorito? Sayid.
EM BREVE A LISTA COMPLETA DE TODOS OS EPISÓDIOS DA PRIMEIRA TEMPORADA AVALIADOS

Escrito por Diego Rodrigues às 19h16
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O Código Da Vinci (The Da Vinci Code, 2006)
Dirigido por Ron Howard. Com: Tom Hanks, Audrey Tautou, Ian McKellen, Alfred Molina, Jürgen Prochnow, Paul Bettany, Jean Reno, Etienne Chicot, Jean-Pierre Marielle, Clive Carter, Seth Gabel e Marie-Françoise Audollet.

O primeiro erro de O Código da Vinci consiste justamente na escolha da direção. Ron Howard não foi a escolha certa para comandar uma obra de tão prestígio do público. Em primeiro por transformar uma das melhores cenas do filme em um dramalhão que só se salva graças as boas atuações de Audrey Tautou e um pouco por mérito de Tom Hanks. E graças também a excelente trilha – na qual estou ouvindo agora – composta por Hans Zimmer, que conseguiu capturar toda a idéia do longa e deixar transcorrer através da música.
Não que Ron Howard se saia um péssimo diretor, simplesmente ele não foi de bom grado. Conseguiu segurar o filme, isso é um ponto positivo pra ele, errou em certos momentos que ele não deveria se entregar ao melodrama, coisa típica de Hollywood, mas que ele conseguiu se conter tão bem em outros filmes, como A Luta Pela Esperança, por que errar nesse? Mas, só um pouco, estou criticando-o demais e ele realmente não se sai ruim, o bom de Howard é realmente seu positivismo. Durante todo o longa ele se sente segura ao dirigi-lo, e isso é bom para qualquer diretor.
Aliás, a correria que tem no filme, a ação e tudo o mais é conduzida com maestria por ele, ao menos isso? Não, o elenco também está muito bom, começando pelos coadjuvantes, que merecem todo o destaque. Ian McKellen merece um destaque ainda maior, já que ele vem chegando com uma energia desde o primeiro momento em que apareceu na tela. E é sempre bom vê rum ator de seu calibre sendo um destaque de uma produção tão contagiante quanto essa trama, que na minha opinião, é excitante. Não me admiro se ele for indicado ao Oscar por esse filme, assim como em O Senhor dos Anéis.
Enquanto isso, Paul Bettany aproveita cada momento do filme, não deixando um escapar, e nos emociona – e ao mesmo tempo perturba – com o monge albino Sillas, se ao menos sua história fosse mais mencionada, poderia emocionar mais nos momentos finais, e o que vemos é apenas um flashback contando sua história sem muitas falas. Já Alfred Molina faz uma participação rápida, porém eficaz. Audrey Tautou, assim como Ian McKellen, traz energia a sua personagem dês o início e revela-se uma atriz bem versátil – e finalmente consegue escapar de suas personagens de Amélie Poulain e de Eterno Amor, na qual eram parecidas, mas seu jeitinho meigo ainda vai continuar com a gente. Por incrível que pareça, Tom Hanks é o menos forte da equipe, se perdendo em alguns momentos, porém, ele é um bom ator, e isso sempre vai refletir nos seus personagens. Jean Reno pouco pode fazer, porém sempre que aparece em cena é só mais uma boa atuação para contar.
Enfim, contando com um roteiro agilmente escrito por Akiva Goldsman, baseado no livro de Dan Brown – que tem mais de 40 milhões de cópias vendidas pelo mundo – ele tira algumas falas que eram, para mim, muito interessantes em se colocar no filme, como contar alguns fatos históricos que muita gente acha que é tal coisa, porém é outra, seria muito interessante de se fazer. Mas em adaptações, não podemos deixar muito espaço para diálogos atrás de diálogos e se esquecer que estamos fazendo um filme, certamente entendemos que os cortes foram para o bem do filme.
Muita gente reclamou da duração, que são 152 minutos, um pouco mais de duas hora se trinta, porém se compararmos a outras adaptações, veríamos que O Código Da Vinci está praticamente com a mesma duração que muitos outros. Um falho motivo dos críticos americanos.
[8,0]
Escrito por Diego Rodrigues às 17h18
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Caché (Idem, 2005)
Direção de Michael Haneke. Com: Juliete Binoche, Daniel Auteil, Maurice Bénichou, Annie Girardot, Lester Makedonsky, Bernard Le Coq, Walid Afkir, Daniel Duval, Nathalie Richard, Denis Podalydès, Allisa Maïga, Caroline Baehr e Christian Benedetti.

Caché é um filme tenso, repleto de atuações fantásticas e, claro, um trabalho de roteiro e direção excepcionais. Se você é cinéfilo de plantão, já deve ter ouvido falar muito dele, figurando em quase todos os festivais brasileiros em que teve desde o ano passado. Infelizmente, só pude conferi-lo no início desse ano, em um festival aqui em minha cidade, Porto Alegre – um festival que podia ter sido melhor se as cópias não tivessem ainda em película.
A história pode ser comum para alguns, porém nenhum das produções que tem ameaças podem ser comparados a este Cachê. Já que o filme não se concentra em mostrar cenas de ações, e sim na psicologia dos personagens, o que é o mais admirável nessa produção de Haneke. Não que não tenha lutas ou mortes, há sim, uma luta; uma luta pelo amor da família e para evitar que o passado possa, por algum motivo, atrapalhar a vida social de Georges, já que quem começa a ameaça-lo é alguém do seu passado.
Georges é um homem de família bem sucedido, um bom marido e um pai um pouco ausente, porém sempre atento. Até ele e sua mulher receberem uma misteriosa carta, que ele rapidamente reconhece e desconfia de alguém que lhe passa fazendo mal o filme inteiro, já que ele começa a ser atingido pela carta. A sua expressão quando as recebe, quando reconhece a pessoa e tudo o mais é excelente. E assim como em Crime Delicado, onde o personagem começa a decair durante o longa de uma maneira excepcional, principalmente com as atuações de Daniel Auteil e Marco Ricca – este último no longa mencionado antes.
Aliás, as atuações são as melhores coisas dessa produção. Desde a atuação de equilíbrio do longa, Daniel Auteil – se ele não fosse bom, todo o filme poderia ter sido uma droga, facilmente. Enquanto isso, a sensibilidade de Juliette Binoch nos atrai de uma maneira tão emocionante que é impossível não ver que ela está realmente sentindo aquele nervosismo, aquela preocupação. Mais um ponto extra ao filme.
Terminando a resenha, a edição de Michael Hudececk e Nadine Muse é fundamental para o longa, assim como o elenco. Tudo está ligado, se um erra, o resto todo é prejudicado. Porém, ainda bem que tudo está perfeito nesse filme. A montagem é fundamental pois é ela quem nos alterna entre passado e presente, é ela quem mostra os atores preocupados, é ela quem estabelece o ritmo do filme, e como em qualquer outro filme, ela é importante. Aqui é exigida um pouco mais, já que todo o resto depende dela – os flashbacks, por exemplo. Enfim, Cachê pode ser até agora o melhor filme do ano, ao menos é o meu favorito até o exato momento.
(9,5)
Escrito por Diego Rodrigues às 18h41
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Atualizando...
Missão: Impossível 3 (Mission:Impossible 3, 2006)
Dirigido por J.J. Abrams. Com: Tom Cruise, Philip Seymour Hoffman, Ving Rhames, Billy Crudup, Michelle Monaghan, Simon Pegg, Jonathan Rhys Meyers, Maggie Q, Keri Russell, Laurence Fishburne.

É impossível não mencionar nenhum dos filmes anteriores em uma continuação, ainda mais sendo uma trilogia de filmes de ação. No primeiro filme, tínhamos duas cenas clássicas – a explosão do túnel e claro, a descida de Cruise que fora até imitada agilmente pelos roteiristas de Shrek 2, na qual Pinóquio descia a prisão onde Shrek estava preso, ao som da música-tema criada por Lalo Schifrin. E por falar nisso, aqui o tema não é repetido várias vezes, fazendo com que o trabalho do compositor Michael Giacchino – com quem o diretor J.J Abrams trabalhou nas séries americanas Alias e a excepcional Lost – seja escutado e apreciado de uma forma bem melhor, e olhe que a trilha é excelente.
Já era fã do trabalho de Abrams desde que olhei pela primeira vez a série Lost, não acompanhei Alias, portanto não posso dizer que conheço faz tempo o seu trabalho. Acho que ele fora a melhor opção para dirigir essa seqüência, que, claro, tem algumas falhas, porém não tão graves como o segundo filme – que tinha, além de uma direção falha de John Woo, atuações ruins, Cruise estava, particularmente, horrível. Aqui, todo o seu esforço é recompensado, e ele consegue criar o melhor dos três filmes baseados na série Missão: Impossível.
A história deveria ter sido mais desenvolvida, pois em certos momentos do filme, ela acaba dando lugar a explosões e ação interrupta. Além disso, é uma clássica história de mocinho que salva mocinha, não que ela seja ruim, longe disso, apenas não foi bem desenvolvida, mas a trama ainda vale pela direção e pelo elenco que está incrível – já falo dele logo mais. Após se casar, o agente da IMF (Impossible Mission Force) está trabalhando apenas em treinar novos agentes, é quando uma de suas agentes que ele treinou o chama de volta a ativa e ele vai enfrentar mais uma missão impossível.
O vilão da história é Owen Davian, interpretado pelo vencedor do Oscar Philip Seymour Hoffman, que é realmente o destaque da produção. Seu vilão é tão convincente que deixa os outros vilões no chinelo. Porém, Tom Cruise se recupera do fracasso que fora no segundo, recupera-se da apenas boa atuação no primeiro Missão: Impossível e Guerra dos Mundos e volta neste terceiro com uma ótima atuação – ainda assim, sua melhor atuação fora em Magnólia, e não há outro filme que se saia tão bem. Nós conseguimos ver em seus olhos que a sua correria realmente importa, que ele se importa com aquilo com que está lutando. Enquanto isso, o resto do elenco está tão bom quanto ele. Ving Rhames, a bela – fiquei apaixonado por ela – Maggie Q como Zhen e é claro o jovem Jonathan Rhys-Meyers, que parece estar com uma boa fase, ganhou um Globo de Ouro e participou de um dos melhores filmes do ano, o aclamado Match Point – Ponto Final – além de ter trabalhado com Woody Allen. Laurence Fishburn pouco pode fazer como Brassel, mas é sempre bom vê-lo em suas pontas – ainda mais quando descobrimos o final. Outro que merece destaque é Billy Crudup, e é, claro que eu já ia esquecendo de Simon Pegg – direto do hilário Todo Mundo Quase Morto.
É isso, Missão: Imposível 3 é um filme com cenas de ação excelentes, uma trilha hágil e uma ótima direção – é o ponto forte do filme.
É, Abrams, conseguiu de novo.
E que venha Missão: Impossível 4, porque eu não agüento mais, eu quero saber o que e o Pé-de-Coelho...
(8,5)
Escrito por Diego Rodrigues às 18h41
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Sobre o Prêmio Cinemania 2006: Votação para os melhores filmes LANÇADOS no BRASIL em 2005, portanto Munique, Ponto Final, Brokeback entre outros não podiam entrar na lista!!!!!!!!0
Já faz algum tempo que eu tenho assistido há alguns filmes e não publico nada aqui. Estou ficando sem tempo, mas não deixarei de fazer ao menos comentários sobre os filmes assistidos. Lá vai uma pequena listinha de algumas produções:
Cinema Paradiso – Uma obra-prima do cinema italiana... Opa, errei: Uma obra-prima do Cinema. Obrigatório a todos os cinéfilos.
5/5
De Volta para O Futuro – A Trilogia – Sem comentário para uma das grandes trilogia do cinema. Excelente trabalho de Robert Zemeckis na direção, uma produção de Spielberg e um roteiro intrigante e original. O terceiro se perde um pouco, mas ainda assim é ótimo.
Parte 1 - 5/5 Parte 2 - 5/5 Parte 3 - 4/5
Espíritos – A Morte Está a Seu Lado – Graças aos asiáticos, podemos assistir a um bom filme de terror - apenas bom. Enquanto ele possui sustos – e me surpreendi, eu levei susto em uma produção de terror, pois ultimamente a safra ta fraca nesse quesito – possui também cenas medíocres e um final estendido – ficamos pensamos que já poderia acabar ali, mas... Além de algumas coisas que não encaixam muito bem.
3/5

Garota da Vitrine – O roteiro escrito por Steve Martin é realmente o chamativo para esta pequena produção, porém amável e sensível do seu próprio jeito. Além disso, a atuação de Claire Dannes é fundamental para o equilíbrio.
5/5
Houve Uma Vez Dois Verões - Acho que vi este longa umas quatro ou cinco vezes, recentemente assisti duas. É o cinema brasileiro mostrando seu valor.
4/5
Ritmo de um Sonho – O longa necessita da atuação de Terrence Howard mais do que qualquer coisa, portanto se o ator que fizer DJay fosse fraco, o filme seria pior. Graças aos bons deuses do cinema, Howard faz uma atuação impecável digna de uma indicação ao Oscar – e que os bons deuses também lhe concederam.
4/5

Séries: Dois últimos episódios vistos de:
My Name is Earl - 4/5
Lost (Segunda Temporada) - 4/5
Scrubs - 4/5
Séries a conferir:
Surface Heist
Filmes a conferir
A Era do Gelo 2 A Máquina
Escrito por Diego Rodrigues às 14h27
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Prêmio Cinemania 2006
Os melhores de 2005 foram escolhidos. Difícil, muito. King Kong e Crash batalharam acirrado, fora que também teve sempre a presença ótima de Scorcese e de Meirelles com O Aviador e O Jardineiro Fiel, além de Old Boy. Entretanto, muitos colocaram Crash - No Limite como um dos piores filmes do ano - o que me surpreendeu, pois gostei muito mesmo do filme. Alguns críticos de cinema famosos - revista Set e Cinema em Cena - adoraram - como eu. Enfim, foi um bom ano de filmes e produções-Oscar. Alguns prêmios, como Ator e Atriz, alguns até podem achar que foi injustiça da minha parte não premiar com Foxx ou Swank por suas ótimas performances em Ray e Menina de Ouro, porém acredito que Bruno Ganz e Naomi Watts foram destaque no ano. Enfim, lá vai:
1 - Melhor Filme: Crash - No Limite 2 - Melhor Direção: Paul Haggis, Crash - No Limite 3 - Melhor Ator: Bruno Ganz, A Queda - As Últimas Horas de Hitler 4 - Melhor Atriz: Naomi Watts, King Kong 5 - Melhor Ator Coadjuvante: Matt Dillon, Crash - No Limite 6 - Melhor Atriz Coadjuvante: Rachel Weisz, O Jardineiro Fiel 7 - Melhor Filme de Animação: O Castelo Animado 8 - Melhor Roteiro Original: Paul Haggis, Crash - No Limite 9 - Melhor Roteiro Adaptado: Jeffrey Caine, O Jardineiro Fiel 10 - Melhor Fotografia: King Kong 11 - Melhor Figurino: A Fantástica Fábrica de Chocolate 12 - Melhor Direção de Arte: A Fantástica Fábrica de Chocolate 13 - Melhor Maquiagem: Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith 14 - Melhor Edição: O Jardineiro Fiel 15 - Melhor Som: King Kong 16 - Melhor Edição de Som: King Kong 17 - Melhor Trilha Sonora: Joe Hisaishi, O Castelo Animado 18 - Melhor Canção: "Remains of the Day", A Noiva-Cadáver 19 - Melhores Efeitos Visuais: King Kong
Vencedores:
5 - King Kong; 4 - Crash - No Limite; 3 - O Jardineiro Fiel 2 - O Castelo Animado; A Fantástica Fábrica de Chocolate 1 - A Noiva-Cadáver; A Queda - As Últimas Horas de Hitler; Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith;
Escrito por Diego Rodrigues às 22h26
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Prêmio Cinemania 2006
Demorou, mas finalmente está aqui os melhores do ano para mim em cada categoria. O Oscar do ano de 2005 do blog Cinemania, bom, nas edições passadas os vencedores foram O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei e Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças - filmes merecedores - e quem será dessa vez? Bom, façam suas apostas, no final do mês publico os vencedores.
Nas técnicas, foi mais difícil eleger os indicados, pois havia muitos filmes que eu gostaria de colocar e muitos ficaram de fora, o que é realmente uma pena. Na de Melhor Filme, o estrangeiro Old Boy mereceu em número e tamanho o sucesso de crítica que foi, é uma produção sensacional, enquanto o remake comandado por Peter Jackson também impressiona. Ao mesmo tempo em que Crash - No Limite é um filmaço, admito ter adorado o filme e O Aviador, que cada vez que vejo, sempre acho uma qualidade ainda maior para a super-produção de Scorcese. Já o sensível e político O Jardineiro Fiel está na lista não por ser dirigido por um brasileiro - que também induquei a direção - mas pela qualidade, é um filmaço.
Melhor Filme
O Aviador Crash - No Limite O Jardineiro Fiel King Kong Old Boy
Melhor Direção
Clint Eastwood, Menina de Ouro Paul Haggis, Crash - No Limite Peter Jackson, King Kong Fernando Meirelles, O Jardineiro Fiel Martin Scorcese, O Aviador
Melhor Ator
Bruno Ganz, A Queda Choi Min-sik, Old Boy Leonardo DiCaprio, O Aviador Jamie Foxx, Ray Ralph Fiennes, O Jardineiro Fiel
Melhor Atriz
Audrey Tautuo, Eterno Amor Hilary Swank, Menina de Ouro Imelda Staunton, O Segredo de Vera Drake Joan Allen, A Outra Face da Raiva Naomi Watts, King Kong
Melhor Ator Coadjuvante
Jack Black, King Kong Matt Dillon, Crash - No Limite Paul Giamatti, A Luta Pela Esperança Terrence Howard, Crash Thomas Haden Church, Sideways
Melhor Atriz Coadjuvante
Cate Blanchett, O Aviador Natalie Portman, Closer Rachel Weisz, O Jardineiro Fiel Thandie Newton, Crash Virginia Madsen, Sideways
Melhor Filme de Animação
O Castelo Animado Madagascar A Noiva-Cadáver Robôs Wallace e Gromit
Melhor Roteiro Original
O Aviador Caiu do Céu Crash O Segredo de Vera Drake Hotel Ruanda
Melhor Roteiro Adaptado
O Jardineiro Fiel Marcas da Violência Sideways Closer - Perto Demais A Queda
Melhor Fotografia
O Aviador Batman Begins Eterno Amor King Kong Sin City
Melhor Figurino
O Aviador Em Busca da Terra do Nunca A Fantástica Fábrica de Chocolate King Kong Star Wars: Episódio III
Melhor Direção de Arte
O Aviador King Kong Desventuras em Série A Fantástica Fábrica de Chocolate Star Wars: Episódio III
Melhor Maquiagem
Sin City As Crônicas de Nárnia Harry Potter e o Cálice de Fogo Desventuras em Série Star Wars: Episódio III
Melhor Edição
Sin City King Kong O Jardineiro Fiel Crash Batman Begins
Melhor Som
O Aviador Batman Begins Ray Eterno Amor King Kong
Melhor Edição de Som
Harry Potter e o Cálice de Fogo King Kong Guerra dos Mundos Sin City Star Wars: Episódio III
Melhor Trilha Sonora Original
Em Busca da Terra do Nunca Harry Potter e o Cálice de Fogo King Kong Star Wars: Episódio III O Castelo Animado
Melhor Canção
"In the Deep", Crash "Million Voices", Hotel Ruanda "Remains of the Day", A Noiva-Cadáver "Wunderkind", As Crônicas de Nárnia "Magic Works", Harry Potter e o Cálice de Fogo
Melhores Efeitos Visuais
As Crônicas de Nárnia King Kong Guerra dos Mundos Harry Potter e o Cálice de Fogo Star Wars: Episódio III
Número de Indicações
12 - King Kong
9 - O Aviador
7 - Crash - No Limite
6 - O Jardineiro Fiel; Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith
5 - Harry Potter e o Cálice de Fogo
4 - Sin City - A Cidade do Pecado
3 - Batman Begins; Sideways - Entre Umas e Outras; Eterno Amor; As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa
2 - Old Boy; Menina de Ouro; A Queda: As Últimas Horas de Hitler; Ray; O Segredo de Vera Drake; O Castelo Animado; A Noiva-Cadáver; Hotel Ruanda; Closer - Perto Demais; Em Busca da Terra do Nunca; A Fantástica Fábrica de Chocolate; Guerra dos Mundos
1 - A Outra Face da Raiva; A Luta Pela Esperança; Robôs; Madagascar; Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais; Marcas da Violência; Desventuras em Série; Caiu do Céu
Escrito por Diego Rodrigues às 13h37
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78º Oscar
Apesar da até boa apresentação do humorista John Stewart, a
cerimônia foi chata como de costume. As músicas foram apresentadas normalmente como sempre e os vídeozinhos mostrando os indicados a Melhor Filme foram passados no término de cada bloco. Bom, talvez o melhor desse Oscar fora mesmo a surpresa de Crash - No Limite, que ficou como o campeão da noite - embora O Segredo de Brokeback Mountain, Memórias de Uma Gueixa e King Kong também levarem 3 estatuetas - que garantiu a de Melhor Filme, e é claro o drama sobre os caubóis homossexuais que levaram a de Melhor Direção. Nas outras categorias, de atuação, todos os seus respectivos favotiros levaram - Philip Seymour Hoffman em ator; Reese Whiterspoon em atriz; Rachel Weisz em atriz coadjuvante e; George Clooney em ator coadjuvante. Difícil mesmo foi engolir a vitória de Brokeback Mountain em Trilha Sonora - não que a trilha seja ruim, longe disso - já que os trabalhos de John Williams em Memórias de Uma Gueixca e Munique são infinatemente superiores.Enfim, acabou-se o 78º Academy Awards ou simplesmente o nosso querido Oscar. Ano que vem tem mais...
Melhor Filme: Crash – No Limite
Melhor Direção: Ang Lee, O Segredo de Brokeback Mountain
Melhor Ator: Philip Seymour Hoffman, Capote
Melhor Atriz: Reese Whiterspoon, Johnny & June
Melhor Ator Coadjuvante: George Clooney, Syriana
Melhor Atriz Coadjuvante: Rachel Weisz, O Jardineiro Fiel
Melhor Roteiro Original: Crash – No Limite
Melhor Roteiro Adaptado: O Segredo de Brokeback Mountain
Melhor Filme de Animação: Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais
Melhor Direção de Arte: Memórias de Uma Gueixa
Melhor Fotografia: Memórias de Uma Gueixa
Melhor Figurino: Memórias de Uma Gueixa
Melhor Montagem: Crash – No Limite
Melhor Maquiagem: As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa
Melhor Trilha Sonora Original: Brokeback Mountain
Melhor Canção Original: “It´s Hard Out There for a Pimp”, Ritmo de um Sonho
Melhor Edição de Som: King Kong
Melhor Som: King Kong
Melhores Efeitos Visuais: King Kong
Melhor Filme Estrangeiro: Tsotsi (África do Sul)

Escrito por Diego Rodrigues às 20h26
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Dirigido por Niki Caro. Com: Charlize Theron, Frances McDormand, Richard Jenkins, Sean Bean, Woody Harrelson, Sissy Spacek, Thomas Curtis, Elle Peterson, Jeremy Renner, James Cada, Rusty Schwimmer, Linda Emond, Michelle Monaghan, Amber Heard, John Aylward.

Por mais que se esforce, Terra Fria nunca consegue abandonar o tom episódico e jamais consegue convencer o espectador. A estrutura narrativa do longa é toda quebrada, tendo malditos flashbacks o filme inteiro enquanto a protagonista do filme está no tribunal. O filme come estes pequenos equívocos e isso faz com que a produção não seja levada muito a sério – ao menos para mim. A direção não está ruim, aliás, tirando os erros acima – mais propriamente dito, do roteiro – as atuações, todas estão boas – algumas ótimas – e a história é no mínimo interessante.
Retratando uma história real, o filme se tem início em um tribunal, a qual Josey Aimes, cansada de sofrer certos abusos na empresa onde trabalha – e ser vítima do preconceito machista – decide processar a empresa. Durante o filme, enquanto ela presta depoimento, vemos um pouco do que era a sua vida antes e depois de ela decidir trabalhar nas Minas. Um trabalho machista e quando entra alguma mulher, é hora de avacalhar com ela ou tentar alguma coisa como sexo. Após apanhar do marido, Josey decide se mudar com seus filhos para a casa de uma amiga, que lhe arranjou serviço nas Minas, aliás.
Se o filme fosse mostrado do início ao fim, sem ser em flashbacks, talvez a produção fosse melhor valorizada. Sempre que acaba um trecho da historia de Josey, só faltava aquele “To be Continue” ou “Continua no próximo episódio”. Parece que o filme é dividido em episódios e isso é um erro crasso no cinema, pois um filme tem que ser equilibrado com o roteiro e a direção. Não que a diretora deste filme seja ruim, longe disso, mas faltou braço firme para conseguir conduzir o longa sem deixa-lo chato – sim, o filme é chato. Além do mais, o filme é extremamente feminista, mostrando a figura do homem desvalorizada, colocando-o como um inimigo para as mulheres – convenhamos que é um pouco mais de exagero do roteiro descreve-lo assim, pois sempre há aquele que se preocupa mais com uma mulher ou o justo, nem todos são machistas e grossos, sempre querendo abusar ou fazendo piadinhas. Acredito realmente que na década de 70 os homens se portem desse jeito, mas sempre há minoria reservada quanto a assuntos como esse, e o jeito que é mostrado por aqui é de uma maneira lamentável – por mais que o roteiro se baseie em uma história verídica.
Mas ainda assim não é um filme totalmente medíocre, as atuações salvam do desastre. Charlize Theron sempre fora uma boa atriz, desde a sua magnífica atuação em Monster ela sempre vem sido mais requisitada, em Terra Fria ela está muito boa, com certeza. Acho que o que mais me encanta em Theron é sua expressão, que mesmo muito séria, ela demonstra o que sente apenas pelo seu rosto. A sua expressão aqui é de alguém que sofre (Monster não é tão diferente quanto a isso), porém ao mesmo tempo, ela muda ao estar com seus filhos. Justifica sua indicação ao Oscar.
Porém, não é justo só falar de Charlize Theron quando temos um elenco com uma Frances McDormand adorável e um Sean Bean sério. Além de uma ótima química entre os dois – são um casal – ambos apresentam seriedade nesse projeto. O último participava de alguns blockbusters, bem superiores a este Terra Fria, aliás. De fato, só faltou mudanças no roteiro e mais força para a diretora, até sairia um trabalho bom, já que sempre que tem Charlize Theron como protagonista, vale a pena conferir. Chamaria mais atenção se o roteiro fosse melhorado.
[50]
Escrito por Diego Rodrigues às 02h24
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Capote
Dirigido por Bennett Miller. Com: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr., Chris Cooper, Bruce Greenwood, Bob Balaban, Amy Ryan, Mark Pellegrino, Allie Mickelson.

Quando fora lançado, o livro A Sangue Frio acabou fazendo o maior sucesso e deixou o nome de Truman Capote nas histórias da literatura moderna, iniciando um novo tipo de gênero “não-ficção”. Capote acompanhou por alguns anos um dos dois assassinos que acabaram eliminando uma família na sua própria casa. A cada nova descoberta, ele escrevia tudo em um livro, relatando todas as origens e as conseqüências deste assassinato sangrento em relatos que surpreendeu a todos. Porém, como sempre surgem os boatos e a polêmica, em torno disso tudo suspeitou-se que existia um certo amor entre o assassino e o escritor. O fato é que o longa dirigido por Miller é brilhante, brilhante mesmo.
Bom, praticamente a sinopse do filme está ali em cima. Perry Smith e seu parceiro, Richard Hickock acabam matando uma família em uma cidadezinha em Kansas. É então que o escritor Truman Capote, auxiliado por sua amiga de infância, Harper Lee, eles correm atrás da história, e isso fascina o escritor. Entre outras coisas a mais, Capote era também um homossexual assumido e tinha todos os jeitos afeminados e com uma voz extremamente irritante, por isso seu envolvimento com o assassino fora tão comentado. Sempre presente nas altas rodas, Capote era uma pessoa divertida e um bom amigo, é então que ele começa a passar alguns anos na prisão conversando com Perry Smith, que conta tudo sobre o crime sangrento e todas as suas origens e os seus sentimentos quanto a isso.
O filme não procura mostrar o assassinato da família, aliás, os dois homens são pego facilmente logo no início do longa. Justamente a relação entre o escritor e Perry Smith é que é questionada durante todo o filme, não sua homossexualidade muito menos o seu livro. Afinal, o homossexualismo é apenas uma característica de Truman e nada mais, o longa não é sobre homossexuais lutando por um amor impossível (embora muitos interpretem assim), mas é de um homem que aos poucos começa a sentir uma paixão, algo por seu confidente. Talvez Perry também tenha se apaixonado por Truman, o que seja bem provável – há alguns momentos do filme que indicam isso – mas nunca deixamos de ver também o que acontece quando o namorado do escritor começa a sentir ciúmes e tudo o mais.
E é de uma maneira brilhante que o diretor Bennett Miller conduz o filme, nunca deixando-o cansativo e jamais chato. Aliás, nem os flashbacks do final me incomodaram (e geralmente esses flashbacks me incomodam, basta ver Terra Fria, que estréia no mesmo dia de Capote para perceber). De fato, a direção tem uma justificativa muito boa para a indicação ao Oscar, merecida, aliás. A fotografia também nos remete uma sensação triste, mas ao longo do filme, vemos também tons mais alegres e a câmera inquieta aos momentos mais intensos. Enfim, a fotografia do filme é muito mais do que eficiente, ótima.
Interpretado perfeitamente pelo ótimo Philip Seymour Hoffman, que sempre faz um trabalho exemplar em cada filme que faz, Truman Capote ganha a nossa simpatia logo nas primeiras cenas.E se ele não ganhar um Oscar por sua atuação, realmente não sei o que seria mais injusto. Um momento em que eu gosto muito é quando ele e sua amiga estão conversando, esta já ia embora no carro, e ambos discutem a relação entre ele e Perry e as dificuldades em convencer seu namorado de que nada realmente está acontecendo. Ele acaba aceitando o fato de estar apaixonado e admite isso na maior simplicidade para Harper – o que é um pouco óbvio, já que os dois são amigos de infância. Mas não é só Hoffman que brilha, afinal o que seria do filme se ele não tivesse uma química perfeita com o jovem ator Clifton Collins Jr., o Perry Smith perfeito para o filme. Suas conversas com Capote é o que há de melhor nessa produção. O restante dos coadjuvantes também estão bem bons, Catherine Keener como Harper Lee e Bruce Greenwood como o namorado de Truman. Destaque também para a pariticpação de Chris Cooper como o chefe da polícia da cidadezinha.
Então Capote é um filme superior a muitos lançados com o mesmo objetivo e que não precisa apelar para romancezinhos bobos e coisa assim. Basta um olhar de um ator conduzido por um diretor competente para convencer. Afinal, convenceu a mim.
[90]
Escrito por Diego Rodrigues às 04h01
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Ponto Final - Match Point
Dirigido por Woody Allen. Com: Jonathan Rhys-Meyers, Scarlett Johansson, Emily Mortimer, Brian Cox, Matthew Goode, Penelope Wilton, Margaret Tyzack, Steve Pemberton, James Nesbitt.

Woody Allen é um diretor competente, um roteirista inteligente e, acima de tudo, tem um poder de fazer filmes de relação criativos e envolventes. Esse é o caso de Match Point, ou Ponto Final, como foi rebatizado aqui no Brasil. Allen não é o galã da vez, quem interpreta agora é Jonathan Rhys-Meyer, e Scarlet Johansson agora é sua nova musa. Bom, se tratando do gênero, não é uma comédia Woodyliana, e sim um drama com um suspense inspirado e diálogos eficientes.
Fica claro que o forte do filme é mesmo seu roteiro – indicado ao Oscar, inclusive, este ano. Chris é um professor de tenista simpático e que acaba conquistando a família de seu aluno, incluindo sua irmã. Bom, é quando ele se apaixona também por sua cunhada, interpretada por Johansson. A partir dai, é puro amor e luxúria, em encontros e desencontros que vão formando cada vez mais e mais surpresas a cada instante.
Também temos aqui excelentes interpretações. Johansson se destaca mais também pelo seu corpo – nossa, essa garota é perfeita. Enquanto Jonathan cria um Chris propositalmente egoísta e que só pensa nele mesmo, sem escrúpulos e tudo o mais, ele não liga para sua esposa ou nem para sua amante, somente para ele mesmo. E o que falar do restante elenco? Bom, todos fazem seu trabalho. Emily Mortimer faz de Chole uma mulher que se importa do marido, e que faz de tudo para conquista-lo, uma esposa estereotipado ao extremo. Porém, graças ao talento da atriz – e também ao roteiro, a química com outros atores, a direção... - o estereótipo acaba sendo usado a seu favor.
E se isso não bastasse, o filme apresenta alguns momentos se suspense inspirados, sempre colocando Chris em primeiro plano, e a sua loucura quando as coisas começam a ficar piores é brilhante, um excelente trabalho de Allen, que diga-se de passagem, recuperou-se. Se em Melinda e Melinda, o diretor já fazia um bom filme, mudar de Nova York para Londres parece ter aprimorado ainda mais sua determinada inspiração. Da grandiosa Nova York a interessante Londres, uma boa mudança para um diretor que, em seu 34º longa-metragem mostra que ainda está em melhor forma.
[90]
Escrito por Diego Rodrigues às 18h38
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Lista dos Filmes Assistidos no Festival (por ordem de preferência):
1 – Cachê – 5/5 2 – Reis e Rainhas – 5/5 3 – Estamira – 5/5 4 – Buenos Aires 100 Km – 5/5 5 – Crime Delicado – 4/5 6 – A Grande Viagem – 4/5 7 – Meu Amor de Verão – 4/5 8 – Rua dos Meninos – 4/5 9 – O Fundo do Mar – 3/5 10 – Favela Rising – 3/5 11 – Mentiras Sinceras – 3/5 12 – O Milagre do Candeal – 2/5 13 – Vocação do Poder – 2/5 14 – Até Já – 1/5
Foram ao total 3 filmes perdidos (Stoned, O Veneno da Madrugada e Olhar Estrangeiro). 14 filmes vistos. Muito dinheiro gasto. Muito dinheiro faltando. Tive que contar para Ponto Final – Match Point.
Munique aumentou 5 pontos em minha cotação (de 90 para 95) enquanto Ray desceu 5 pontos e 1 estrela (de 3 estrelas para 2 e de 70 para 65). Estranho como na segunda vez a gente aumenta ou diminui alguns filmes, não?
Escrito por Diego Rodrigues às 22h47
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