Lista dos Filmes Assistidos no Festival (por ordem de preferência):
1 – Cachê – 5/5 2 – Reis e Rainhas – 5/5 3 – Estamira – 5/5 4 – Buenos Aires 100 Km – 5/5 5 – Crime Delicado – 4/5 6 – A Grande Viagem – 4/5 7 – Meu Amor de Verão – 4/5 8 – Rua dos Meninos – 4/5 9 – O Fundo do Mar – 3/5 10 – Favela Rising – 3/5 11 – Mentiras Sinceras – 3/5 12 – O Milagre do Candeal – 2/5 13 – Vocação do Poder – 2/5 14 – Até Já – 1/5
Foram ao total 3 filmes perdidos (Stoned, O Veneno da Madrugada e Olhar Estrangeiro). 14 filmes vistos. Muito dinheiro gasto. Muito dinheiro faltando. Tive que contar para Ponto Final – Match Point.
Munique aumentou 5 pontos em minha cotação (de 90 para 95) enquanto Ray desceu 5 pontos e 1 estrela (de 3 estrelas para 2 e de 70 para 65). Estranho como na segunda vez a gente aumenta ou diminui alguns filmes, não?
Escrito por Diego Rodrigues às 22h47
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Festival
Bom, mais dois dias de Festival e assisti mais 4 filmes:
O longa-metragem espanhol O Fundo do Mar até que é bom, não é a oitava maravilha, mas é bomzinho até. A trilha no início é chata, mas ao longo do filme dá uma melhorada, tirando o tema de filme de terror – e este não é um filme de terror.
Avaliação: [75]
Crime Delicado - O diretor brasileiro Beto Brant realiza uma quase-obra-prima, e mostra ser um diretor bem diferenciado daqui do Brasil. Sua obra se concentra mais em termos artísticos, e isso o longa tem de sobra. Mostra um homem com um pensamento forte, mas ao longo da produção, seu psíquico cai de uma forma que ele nunca imaginou cair. Ajudando tem o sempre ótimo Marco Ricca. Já que este filme estreou em circuito nacional, nada melhor do que uma crítica exemplificando o comentário, nessa terça hei de publicá-la.
[80]
Até Já é uma produção francesa chata, que utiliza o corpaço da protagonista – a chamada feia de rosto, linda de corpo, sabe? – e mostra também uma história tão boba. Uma mulher que se apaixona por um bandido e foge com ele, fazendo todas as suas vontades e blá blá blá. O final é o mais previsível e as situações em que eles se metem não são de perigo, nunca percebemos que eles realmente estão em perigo, sempre conseguem um jeito de fugir.
[45]
Já o documentário Estamira, de Marcos Prado é o documentário que Favela Rising quase, mas quase foi, e que Rua dos Meninos quase foi. Estamira é genial, mostrando o dia-a-dia da catadora de lixo esquizofrênica. Bom, não deixa de ser um filme emocionante, um filme real emocionante e deixa de ser um documentário aos nossos olhos. Parabéns ao diretor Marcos Prado.
[90]
Escrito por Diego Rodrigues às 02h10
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Filmes do Festival
Como eu disse em um dos meus post, estou acompanhando alguns filmes do Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, por enquanto assisti a esses filmes - pontos perdidos ao não conseguir ingressos para Stoned - A História Secreta dos Rolling Stones:
Favela Rising é um documentário que tinha tudo para ser excelente, mas derrapa justamente onde deveria ter sido ótimo, a perda do foco narrativo. Ás vezes as informações que o filme nos dá são irrelevantes já que o assunto principal é a relação entre Anderson de Sá e o grupo Afro-Reggae e as consequencia e tudo o que gerou o grupo. Há, em especial uma matéria sobre os policiais que não precisava. Um documentário feliz em seu propósito, corajoso porém infeliz em algumas coisas.
Avaliação: [70]
O documentário Rua dos Meninos é ótimo, apenas isso. O tempo de duração deixa a desejar, já que temos apenas 60 minutos para apreciar - isso dá, hmmm vejamos, uma hora?! É divertido, porém triste pois acabamos se deparando com a realidade dos moradores de rua. Para mostrar o quão humildes os moradores, sempre há aquele preconceito com eles e em uma das entrevistas mostradas com pessoas com condições melhores: "O que você acha de gente morando nos monumentos?". "Gente em que em sentido?". Vejam a resposta do entrevistado...
Avaliação: [75]
Já o documentário Vocação do Poder é chato, porém interessante. O lado dos políticos como nunca vimos antes, 6 foi o número de candidatos a vereadores cercados por câmeras. Há aquele filhinho de papai apoiado pelos pais poderosos, a religiosa, o humilde... Vemos tantos estereótipos comuns até em filmes mesmo que aqui mostram seus valores e o longa utiliza logo isso a favor - claro que sempre há aquele interesse dos vereadores em parecerem bonzinhos perante as câmeras, mas quem eles são e o que eles querem podemos acompanhar de pertinho.
Avaliação: [60]
Surpresa foi mesmo o longa argentino Buenos Aires 100 Km que fala sobre amizade e amor do ponto de vista dos jovens - tá tudo bem, já vimos filmes como esse... O longa ele consegue transmitir ao espectador um sentimento que vale a pena conferir, o drama mdos jovens atores se parecem tão reais, para quem está em Porto Alegre não pode perder esse filme.
Avaliação: [85]
Enquanto Caché é um filme inesquecível, inteligente e bem feito, o filme tem uma qualidade impressionante. Muitos abandonaram a sessão logo nos créditos iniciais e quando o filme fora rebobinado - parte do próprio longa - muitos riram pensando que o responsável pela exibição havia rebobinado o filme, bom...
Avaliação: [90]
E que sessões que eu pegui, na exibição de Favela Rising o CD havia arranhado e no Vocação do Poder aconteceu uma falha inexplicável ao final... Sorte que normalizou...
Escrito por Diego Rodrigues às 03h12
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Johnny & June (Walk the Line, 2005)
Dirigido por James Mangold. Com: Joaquin Phoenix, Reese Whiterspoon, Ginnifer Goodwin, Robert Patrick, Dallas Roberts, Dan John Miller, Shelby Lynne, Waylor Payne, Ridge Canipe, Lucas Till

No ano passado vimos o mediano Ray e o filme fora indicado em muitas categorias no Oscar, roubando indicações de produções bem mais criativas e bem melhores (a exemplo de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Os Incríveis ou Diários de Motocicleta). Finalmente, acompanhamos a trajetória de Johnny Cash, não tão diferente de Ray Charles. Afinal, ambos os dois perderam o irmão cedo e tiveram alguns probleminhas com as drogas.
Bom, o fato é que ambas as trajetórias desses dois ícones excepcionais da música (será que alguém vai tentar fazer algo com Jimi Hendrix?) são um pouco falhos em algumas coisas. Em Ray, o filme era bem mais fraco e claro que este Johnny e June supera com facilidade, mostrando-se um pouco mais de acertos. A única coisa que realmente me incomodou aqui foi a maneira com que é retratada a esposa de Cash, Vivi. Egoísta e autoritária, deixa o caminho livre para June com tanta facilidade, e nem sequer se importa em aparecer a vilã (em uma cena, ela impede June de tocar nas suas filhas) e a relação com o irmão que vai e volta ele se lembra do jovem falecido (a conversa com o pai no dia de ação de graças é, sem dúvidas alguma, excelente).
Bom, acompanhamos desde o início a carreira de Cash, em um curto período de 1952 até 1968 – o que deixa mais a vontade para alguns detalhes, sem querer ser rápido demais. Assim que perde seu irmão mais velho e preferido pelos pais, Johnny tem uma infância tumultuada. Ele vai para o exército e escreve algumas canções, logo depois casa-se com Vivi e tenta um teste em um estúdio, e logo no primeiro dia consegue gravar seu primeiro disco. Logo depois sua carreira é entre sucessos e também de uma luta pelo amor de June Carter, uma comediante e cantora de talento. Porém, tudo funcionaria bem se ele não tivesse casado na época.
Para interpretar Cash, fora escolhido – por ele próprio – Joaquin Phoenix. A escolha não podia estar melhor, vemos um Phoenix transformado em um verdadeiro irmão gêmeo do cantor. Seu jeito de falar, seu gingado nos palcos, sua energia, a maneira como ele costuma pegar o violão, seus vícios, sua química com o restante dos personagens, ele garante sua melhor interpretação da carreira, sem dúvida alguma. E sua dupla, Reese Whiterspoon, ainda consegue estar superior. Trazendo uma energia para June, a “legalmente loira” da vez, agora morena, consegue mostrar ainda mais que emoções e talento em uma interpretação que, coincidentemente, também é a melhor da sua carreira.
Johnny e June não é uma biografia que procura mostrar toda a trajetória profissional de Cash, mas sim de uma paixão que está nascendo entre ele e June. Funciona muito bem como uma biografia de Cash, mas não deixa de ser uma historia romântica – o show final, aliás, é emocionante.
Enfim, uma comédia romântica como nenhuma outra para conquistar platéias e mais platéias, o longa justamente não fora indicado a Melhor Filme, porém conseguiu pegar as indicações para a dupla, o que realmente é merecido.
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Escrito por Diego Rodrigues às 02h58
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