O Código Da Vinci (The Da Vinci Code, 2006)
Dirigido por Ron Howard. Com: Tom Hanks, Audrey Tautou, Ian McKellen, Alfred Molina, Jürgen Prochnow, Paul Bettany, Jean Reno, Etienne Chicot, Jean-Pierre Marielle, Clive Carter, Seth Gabel e Marie-Françoise Audollet.

O primeiro erro de O Código da Vinci consiste justamente na escolha da direção. Ron Howard não foi a escolha certa para comandar uma obra de tão prestígio do público. Em primeiro por transformar uma das melhores cenas do filme em um dramalhão que só se salva graças as boas atuações de Audrey Tautou e um pouco por mérito de Tom Hanks. E graças também a excelente trilha – na qual estou ouvindo agora – composta por Hans Zimmer, que conseguiu capturar toda a idéia do longa e deixar transcorrer através da música.
Não que Ron Howard se saia um péssimo diretor, simplesmente ele não foi de bom grado. Conseguiu segurar o filme, isso é um ponto positivo pra ele, errou em certos momentos que ele não deveria se entregar ao melodrama, coisa típica de Hollywood, mas que ele conseguiu se conter tão bem em outros filmes, como A Luta Pela Esperança, por que errar nesse? Mas, só um pouco, estou criticando-o demais e ele realmente não se sai ruim, o bom de Howard é realmente seu positivismo. Durante todo o longa ele se sente segura ao dirigi-lo, e isso é bom para qualquer diretor.
Aliás, a correria que tem no filme, a ação e tudo o mais é conduzida com maestria por ele, ao menos isso? Não, o elenco também está muito bom, começando pelos coadjuvantes, que merecem todo o destaque. Ian McKellen merece um destaque ainda maior, já que ele vem chegando com uma energia desde o primeiro momento em que apareceu na tela. E é sempre bom vê rum ator de seu calibre sendo um destaque de uma produção tão contagiante quanto essa trama, que na minha opinião, é excitante. Não me admiro se ele for indicado ao Oscar por esse filme, assim como em O Senhor dos Anéis.
Enquanto isso, Paul Bettany aproveita cada momento do filme, não deixando um escapar, e nos emociona – e ao mesmo tempo perturba – com o monge albino Sillas, se ao menos sua história fosse mais mencionada, poderia emocionar mais nos momentos finais, e o que vemos é apenas um flashback contando sua história sem muitas falas. Já Alfred Molina faz uma participação rápida, porém eficaz. Audrey Tautou, assim como Ian McKellen, traz energia a sua personagem dês o início e revela-se uma atriz bem versátil – e finalmente consegue escapar de suas personagens de Amélie Poulain e de Eterno Amor, na qual eram parecidas, mas seu jeitinho meigo ainda vai continuar com a gente. Por incrível que pareça, Tom Hanks é o menos forte da equipe, se perdendo em alguns momentos, porém, ele é um bom ator, e isso sempre vai refletir nos seus personagens. Jean Reno pouco pode fazer, porém sempre que aparece em cena é só mais uma boa atuação para contar.
Enfim, contando com um roteiro agilmente escrito por Akiva Goldsman, baseado no livro de Dan Brown – que tem mais de 40 milhões de cópias vendidas pelo mundo – ele tira algumas falas que eram, para mim, muito interessantes em se colocar no filme, como contar alguns fatos históricos que muita gente acha que é tal coisa, porém é outra, seria muito interessante de se fazer. Mas em adaptações, não podemos deixar muito espaço para diálogos atrás de diálogos e se esquecer que estamos fazendo um filme, certamente entendemos que os cortes foram para o bem do filme.
Muita gente reclamou da duração, que são 152 minutos, um pouco mais de duas hora se trinta, porém se compararmos a outras adaptações, veríamos que O Código Da Vinci está praticamente com a mesma duração que muitos outros. Um falho motivo dos críticos americanos.
[8,0]
Escrito por Diego Rodrigues às 17h18
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